30 de abr de 2012

Das minhas saudades e vontades...



Antes de nos abraçarmos pra dormir, minha vontade era perguntar o que você sentia e te contar o quanto era bom ter a melhor metade de mim ali, me abraçando e desejando boa noite novamente, ao invés disso, te dei um beijo e me virei pra sentir seus braços envolta da minha cintura e desejar que aquela noite não acabasse nunca mais. Ao acordar, eu quis pular em você, te encher de beijos e te impedir de me abandonar naquela cama grande numa manhã tão fria, não fiz, te deixei ir embora e me despedi sem dizer nada.
No almoço decidi que teríamos uma conversa só para deixar claro se eu estaria desperdiçando tempo em me envolver com você de novo, eu ia propor que nos afastássemos pelo tempo em que você achasse necessário para colocar a vida em ordem e sentir a sensação de liberdade que eu sei bem o quanto você preza, não deu tempo.  
Minha vontade era entrar em um ônibus sábado as sete horas da noite e ir ao seu encontro, aparecer na sua porta, linda, cansada e disposta a fazer o que você quisesse. Minha vontade era vir embora no finalzinho do domingo ouvindo você dizer que não via a hora do próximo final de semana chegar para me encontrar de novo. Não deu tempo.
Antes que todas as frases fossem completas, antes que todas as atitudes fossem tomadas e antes de qualquer conversa... Mais uma vez, você me expulsou da sua vida. E digo expulsou porque não me deu escolha, não explicou nada e muito menos fez questão de me encontrar para que essa decisão fosse tomada. Tanto faz, vai por mensagem mesmo né? Ia correr o riscos de me ver chorando de soluçar novamente? Pra que né? Melhor não arriscar para não mudar de ideia. É uma pena que você não tenha me escutado, que não tenha tido vontade para dar mais uma chance de verdade para nós, que não quis desfrutar da minha atenção e do amor que eu carrego por você há tanto tempo. Mais uma vez, você abre mão de tudo, abre mão da minha companhia, dos meus carinhos - que não são poucos e você bem sabe -, dos meus beijos e das noites deliciosas de quarto escuro e chuva na janela. Abriu mão também de conhecer meu lado moleca, do meu lado companheira e bagunceira, porque apesar dos longos anos de historia há muito coisa em mim que você nunca conheceu, não sei se por minha ou sua culpa, ou por culpa da época em que nos encontramos, vai saber?
Você nem me deu chance de lhe contar sobre as minhas saudades: Do nosso primeiro beijo as três da manhã numa calçada qualquer, a maneira fácil como a minha família quis te acolher dentro de casa mesmo quando não tínhamos certeza de que aquilo viraria um namoro, dos nossos feriados, dos seus olhos brilhando ao me reencontrar, dos seus beijos calorosos de saudade e seu abraço apertadinho de despedida, da sua paciência em enxugar minhas lágrimas a cada tchau e boa vontade em dizer que passaria rápido e que logo logo estaríamos juntinhos de novo, das cartas de duas, três, quatro folhas que eu escrevia para você ir embora lendo, dos seus depoimentos em época de orkut nos dias oito de todos os meses, de passear no calçadão, de escapar com a desculpa de que iriamos tomar sorvete só para poder ficar junto uns minutinhos,  dos filmes que até hoje não sabemos o começo, nem o meio e muito menos o final, de passar horas conversando sobre qualquer coisa, de te fazer cócegas, provocar nos momentos mais impróprios, de te ver deitando ao meu lado de manhãzinha quando dormir junto era proibido, de te cobrir antes de dormir, de te esperar chegar, de contar os minutos para pegar a estrada, das férias longas na sua cidade e te esperar o dia todo porque você trabalhava enquanto eu tomava sol, de tomar sol ao seu lado, do seu pedido timido de namoro e seus eu te amo baixinho depois de fazer amor. Eu tenho saudade de você, mas não esse que você se tornou desde janeiro de dois mil e dez mas o você que me conquistou e fez com que eu nem pensassem em distancia simplesmente por achar que com você valeria a pena. Um você que desde que entrou na minha vida eu nunca desejei que saísse e as vezes em que saiu foi por escolha própria. É uma saudade sem tradução, atravessa o emocional e tem dia em que doe fisicamente.
Mas dessa vez será diferente porque não haverá soluços, nem pedidos desesperados para seu retorno. Vou respeitar seu silêncio e seu afastamento, deixarei que parta porque é isso que as pessoas que amam fazem, deixam livre, deixam viver. Desejo o bem, a felicidade e o seu sorriso que será sempre o meu preferido estampado no rosto, se não sou eu, que seja outra ou outras. Tomara que nunca doa em você, que nunca tenha arrependimento e que se bater saudade você saiba como me reencontrar. Apesar de não saber mais como é a vida sem você por perto, eu reaprendo, ergo a cabeça e deixo de chorar.
Jamais amigos, jamais desconhecidos. Vai com Deus, mantenha a fé, o foco de vida e me orgulhe cumprindo todos os sonhos e objetivos que compartilhou comigo, vou te aplaudir de longe, em pensamento e com o coração em festa. Voa passarinho, voa.

Um comentário:

  1. Dói cada palavra deste texto, por que eu vivencio isso, cara a cara contigo. Dói um adeus que não foi dado, uma distância que pra nós é desnecessária.
    Por que você sempre me engana quando eu acho que você tá bem?
    Por que será que eu to mais vulnerável? rsrs
    Como eu torço pra que Deus mande alguém para preencher este vazio logo,...
    Te amo!

    ResponderExcluir

Quem nunca altera a sua opinião é como a água parada e começa a criar répteis no espírito.
( William Blake)


Movimente a sua, faça-nos refletir e reflita sobre o que leva como verdade absoluta.


Nasci em um domingo de primavera ás 21:00 do dia 29 de Setembro de 1991. 1 mês antes do previsto e regida pelo signo de libra.Apaixonada por livros, séries, músicas, flosofia e tecnologia. Espírita Kardecista. Blogueira por amor e futura webmaster por formação. Nasci na selva de pedra mas meu lar é onde os pés encontram o mar e o sol tocar a pele. ♥ (+)