2 de nov de 2011

Amor. sem você comigo a vida é um deserto

Acho que tenho algum tipo de transtorno bipolar em relação à sentimentos e pessoas, se é que isso é possível. Tento colocar de maneira clara as coisas que sinto para amigos e familiares que é pra ver se todos eles conseguem me compreender, porque não importa o que eu faça ou fale, quem precisa entender não entende. O resto do mundo é capaz de ver estampado no meu sorriso, refletido no meu olhar e na lágrima que não seca o óbvio: eu o amo. Mesmo quando tento deixar isso escondido, camuflado: Eu o amo.
Ta, mas e ai? Onde entra a bipolaridade ? Simples, nos momentos em que tenho a certeza de que o quero independente da situação imposta e meia hora depois tudo isso se transforma em uma insegurança absurda e eu não consigo pensar em nada além de: manda ele embora, diz que cansou de ser só mais uma que divide o edredom num domingo chuvoso depois dele ter passado o final de semana inteiro em baladas bebendo, se divertindo e pior: com outras.
É simples, eu também quero fazer parte das bebedeiras, diversões e mais ainda dos edredoms, mas quero isso tudo de uma vez, junto e o mais impossível de tudo, exclusivamente. O problema é que ele nunca foi exclusivamente meu, nem quando se declarava meu namorado, porquê seria agora se tudo o que ele quer de fato e se enfiar em baladas e mulheres demasiadas? A verdade é uma só, eu não sei ser outra coisa além de namorada dele, não sei ser nada que não sinta ciumes, queira ele inteiro e em tempo integral e acima de tudo: sem dividi-lo. Já passamos por isso a anos atrás, eu fui paciente e sabia levar a situação, dei tempo para que ele tivesse certeza de que entre todas aquelas ele me queria, mas a situação era completamente oposta, não nos amávamos.
Hoje eu já nem sei o que ele sente pelo fato de só eu expor isso, o silêncio dele me assusta porque vez ou outra acho que ele se matem calado só pra não perder a comodidade de me ter quando sentir saudade, outras vezes acho que ele se mantêm imparcial porque não quer admitir o que sente e se comprometer. Mas ele se compromete sempre que me deixa tão livre e tão assustada com os sentimentos que tenho para com ele sem retribui-lo. Ele praticamente assina um atestado de que me perder definitivamente não faria diferença.
Talvez por isso, neste exacto momento minha vontade seja dizer para que ele saia de cena e só retorne quando cansar de todas essas  Serrasalmus nattereri - pra não falar piranha e acabar com todo o texto - e estiver disposto a retomar a historia de onde paramos, ou que nem retorne caso o silêncio dele a cada eu te amo meu seja um: mas eu não, que fique por lá, que se mantenha longe e que me prive de vez dos sorrisos, abraços e puxadas para mais perto na madrugada. Mas daqui a cinco minutos talvez eu entre em pânico por imaginar o retorno dele e todas as mentiras e traições voltando junto dele dentro de uma mala e queira que a situação continue assim, ele não sendo meu e nem eu sendo dele. Acho mais provável a primeira opção, por isso me escondo e me mantenho em silêncio, esperando pelo momento de dizer: só volte quando me amar, pelo andar da carruagem não será tarde, mas não se mantenha seguro eu cansei da minha solteirice e talvez vá atrás de alguém para compartilhar além de edredom, cinema, jantar, amigos e sorrisos. Eu te amo muito, mas preciso que você sinta o mesmo por mim.



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Nasci em um domingo de primavera ás 21:00 do dia 29 de Setembro de 1991. 1 mês antes do previsto e regida pelo signo de libra.Apaixonada por livros, séries, músicas, flosofia e tecnologia. Espírita Kardecista. Blogueira por amor e futura webmaster por formação. Nasci na selva de pedra mas meu lar é onde os pés encontram o mar e o sol tocar a pele. ♥ (+)