23 de ago de 2011

Dizendo adeus.


As vezes a gente confunde estar acostumado com a presença e a comodidade de uma relação, com amar o parceiro. Eu já passei por isso, e descobri a pouco.  Depois de ter perdido a pessoa que eu julgava o amor da minha vida me apeguei a lembranças boas, fazendo desse amor um ciclo infinito de lamurias por não conseguir encontrar motivo nenhum para uma relação tão perfeita ter acabado. Não era perfeita, nunca foi, era uma fase infantil de ambas as partes sem comprometimento nenhum, sem respeito, sem fidelidade e noção alguma de compromisso. Naquela época era o mais sério que conseguíamos ter e eu não reclamo disso, tudo acontece na sua devida hora. 
O fato é que depois de vê-lo seguir a vida e iniciar outro relacionamento - aos meus olhos - de maneira totalmente oposta do que tínhamos o orgulho feriu e então era automático julgar todos os sentimentos que vinham a tona quando via e falava com ele era amor, mas não era. Era posse, costume e orgulho ferido, mas amor passava longe.
Eu passei tantos anos dedicando meus sentimentos para essa pessoa que achava que o ciumes, a magoa e a vontade de estar ao lado dele não passaria nunca e que era um absurdo ele ter me deixado no auge da minha paixão para com ele, mas ai coloquei na balança todos os acontecimentos do ultimo ano e entendi que não havia saída melhor se não, deixa-lo.
A tempos o foda-se estava ligado, as brigas emendavam-se uma na outra e a questão de agradar um ao outro era praticamente zero, dar satisfação sobre os atos era um pé no saco e pedir satisfação era pior ainda, ele já não fazia questão de esconder seu descontentamento em estar ao meu lado e eu tapava os olhos para não enxergar cada vez mais meninas ao redor dele e piadinhas desnecessárias vindas daqueles que diziam-se amigos dele. Isso arrastou-se por meses, até que uma briga definitiva colocou um ponto naquilo que chamávamos de namoro, longo por sinal. Sofri, como sofri, faria qualquer coisa para ele voltar, mas não me mexi porque tenho para mim que se alguém termina a decisão deve ser respeitada e repensada somente se a mesma propor tal ato. Ele não propôs. 
Me mantive apaixonada por ele até poucos meses atrás, por puro costume. Outras pessoas entraram na minha vida, poucas delas conseguiram tocar meu coração, mas tocaram. Quando ama-se não há espaço para que outros aproximem-se tão intimamente, foi ai que percebi que todo aquele amor não passava de uma mania. Uma mania estupida de me manter em sofrimento constante e coração arrasado. 
É bom ter alguém pra dizer: eu amo, mas não é necessário. Fiz dele alguém por quem meu ego gritava necessidade pelo simples fato de já ter sido tão meu que eu não era capaz de enxergar seu amor compartilhado com outro alguém que não eu. Eu achei que jamais chegaria em casa gritando que enfim toda aquela loucura tinha chego ao fim, que toda aquela dor por ter que ve-lo partir porque era de outro alguém terminaria, achei que seria incapaz de soltar as lembranças e deixar que ele partisse de uma vez, pelo costume de te-lo sempre na minha vida, por ter sempre alguém para pensar nos dias de estresse e saber que sempre teria alguém para dar uma escapada e vir me ver, mas consegui, como o despertar da bela adormecida o encanto acabou repentinamente. 
Não se assuste se essa for a ultima vez que escrevo sobre ti, mas este é mais um costume que devo perder. Existem tantos outros sorrisos lindos por ai que decidi olhar a volta. Diga à aquela que jura ser seu amor que não se preocupe mais comigo e mantenha a caminhada dela cega ao teu lado, uma hora o véu cai, diga que ela não precisa ter pressa, um dia muita coisa fará sentido, assim como fez pra mim. Se preocupa-se tanto com ela, cuide, nada é eterno e você deveria saber disso a muito tempo, suas mentiras e desculpas não terão mais eficacia num espaço curto de tempo, tome cuidado. Se a ama, não deixe-a escapar assim como fez comigo.
Costume não é amor e eu estou deixando o meu para trás.

2 comentários:

  1. Me vi nesse texto, estou fazendo exatamente o que vc fez...ele ainda não tem outra, mas corro atras msm sabendo que não é mais ele que vai me fazer feliz.

    Leio seus textos desde que vc escrevia no fotolog, sempre acho lindo...as vezes vc forçou, mas que mulher apaixonada (ou pelo menos que se diz apaixonada) nunca forçou, parabéns por esse dom, ah a Vanesssa tb escreve muito bem, mas os textos dela são menos intenso, ela é mais pé no chão,rs, pelo menos quando escreve.

    Bjus e brigada pelo texto, estava precisando disso.

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  2. Olá Claudinha, queria ter certeza de que você vai ler a resposta, mas não tenho outro lugar para responder se não aqui.
    Que bom que lê desde a época do fotolog, tanto lá como aqui, nada nunca foi forçado. Intenso sim, mas nunca forçado, porque sentimentos não se forçam, concordo que as vezes parecia pesado, um fardo que eu não conseguiria carregar, mas dor de amor é assim mesmo não é?!

    De fato a Vanessa escreve de maneira mais pé no chão, mas somos as duas puro amor rs

    Espero que volte sempre, comentários como esse é que nos motivam a continuar escrevendo.

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( William Blake)


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Nasci em um domingo de primavera ás 21:00 do dia 29 de Setembro de 1991. 1 mês antes do previsto e regida pelo signo de libra.Apaixonada por livros, séries, músicas, flosofia e tecnologia. Espírita Kardecista. Blogueira por amor e futura webmaster por formação. Nasci na selva de pedra mas meu lar é onde os pés encontram o mar e o sol tocar a pele. ♥ (+)