6 de jun de 2011

E agora doutor?



Agora meus pais deram pra dizer que preciso de acompanhamento psicológico. Ok, seria normal se eu soubesse que raios querem descobrir.
Doutor, talvez eu seja um pouco bipolar, o senhor consegue diagnosticar ou precisarei de um psiquiatra ? Vivo em uma tpm eterna com picos de alegrias sem explicações. Um dos meus maiores problemas porem, deve-se a super proteção na qual fui criada. Sempre fui super-protegida e quando digo isso não é nem de longe exagero, nunca dormi fora de casa, chegar da balada no outro dia então, jamais, viajar com as amigas e/ou namorados era coisa de outro planeta. As desculpas eram sempre as mesmas: Você é nova demais, tudo tem sua hora, é muito perigoso, você é uma menina de familia, você ainda não é independente. Com tantos cuidados assim, quando é que eu aprenderia a me virar sozinha ? Agora aos vinte anos meus pais me acham anormal, o que eles esquecem é que grande parte dos meus medos foram eles quem me deram e impediram que minha maturidade chegasse junto aos anos que completo.
Minha maturidade intelectual não, essa já me acompanha evoluída desde que resolvi vir ao mundo aos oito meses, sou precoce e todos meus professores sempre elogiaram minha facilidade em comunicação e aprendizagem, seria ótimo se eu soubesse como aplicar isso de maneira produtiva. Nunca consigo terminar nada do que começo e isso irrita até a mim, curso pela metade, indecisão sobre uma carreira profissional, milhares de textos pela inacabados e muitas, muitas reticências nessa minha vida.
Será que existe alguma sindrome da preguiça ? Se existe a  minha deve ser cronica. Preguiça de pessoas, lugares, afazeres, relacionamentos. Ai, que preguiça de mim doutor.
Eu não acho que preciso do senhor se quer saber sei todos os meus conflitos, apenas não gosto de expô-los, acho desnecessário já que a mudança disso tudo deve partir de mim. Aos poucos doutor eu chego lá, não gosto de correr grandes riscos por medo do tombo ser grande, coisas incertas me assustam um pouco, garantias era tudo o que eu precisava. Mas se eu tiver um ombro amigo para acolher minhas lágrimas depois das decepções já me dou por satisfeita.
Eu até falaria doutor, da carência excessiva que minha mãe carrega e da carga que as vezes sinto pesar nas costas por querer fazer coisas sem ela, sem que isso pareça egoísmo e sem ouvir indiretamente o quanto ela ficará triste em casa sem mim e o quanto ela preferia que eu estivesse em casa. Talvez por isso eu esteja mesmo sempre em casa.
E agora a problemática da historia toda sou eu? A culpa das coisas comigo serem como são, é minha doutor? Eu sempre fui tão normal, na infância gostava de brincar - mas ficar na rua era coisa de menina largada e pais que não sabem cuidar de seus filhos - , no inicio da adolescência e na adolescência de fato, eu queria conhecer as festas que todos meus amigos iam e voltar quando estivesse amanhecendo - mas ainda não era hora pra essas coisas - e agora no inicio da fase adulta eu tenho que trabalhar, ser independente e me virar sozinha? Ah doutor, acho que preciso mesmo frequentar as sessões de terapia.
Diga a minha mãe para que não se preocupe, que é só questão de tempo para que eu encontre meu caminho e comece a trilhar de maneira brilhante e inteligente, porque sei da capacidade que carrego e que com o apoio dela estarei sempre em pé, ela só precisa me deixar errar que é pra aprender sozinha, diz pra ela doutor que toda tempestade passará e todas as preocupações dela se encerraram. Te vejo semana que vem.



3 comentários:

  1. Nada contra as pseudo ciências...lol


    Ao ler-te pareces-me bem resolvida. E ter problemas faz parte do crescimento. Até é desejável te-los. Melhor na altura certa que tarde de mais...

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  2. Nossa, eu vivo sobre essa proteção constante! As desculpa que meus pais usam também são as mesma ! ameeei o post, o que nem é novidade! ahsa'

    Beeijos meeninaaas! Fiquem com Deeus
    !

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  3. Acho que sofro justamente o contrário. Fui muito solta no mundo e talvez eu deveria ter sido regulada um pouco pelos meus pais.
    E engraçado... os pais sempre acham que estamos perdidos na vida mas se esquecem que eles já foram assim também.
    =*

    Ps: acabo de reparar que esse post lembra bastante o meu ultimo... não foi plágio! Juro!

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( William Blake)


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Nasci em um domingo de primavera ás 21:00 do dia 29 de Setembro de 1991. 1 mês antes do previsto e regida pelo signo de libra.Apaixonada por livros, séries, músicas, flosofia e tecnologia. Espírita Kardecista. Blogueira por amor e futura webmaster por formação. Nasci na selva de pedra mas meu lar é onde os pés encontram o mar e o sol tocar a pele. ♥ (+)