29 de jun de 2011

É um tesouro a nossa amizade.

Em 2010 quando tudo começou. sz

Apesar do inverno estar terrivelmente gelado esse ano em São Paulo hoje o sol resolveu dar as caras, não foi atoa tenha certeza. Hoje e missão dele era lembrar a todos que há 20 anos atrás uma menina iluminada iniciava sua missão na terra, você.
Possivelmente esse seja o segundo ano em que comemoro esta data ao teu lado e agradeço por esta amizade que cresce apesar dos barrancos que enfrentamos, cada uma com seus conflitos internos e correria do dia a dia. Eu te vi passar por dias terríveis e por muitas vezes pensei que não fosse capaz de segurar você porque na mesma época eu também precisava ser segurada e nos seguramos, com dificuldade, as vezes apoiando-nos nas paredes e corrimões que vez ou outra aparecia ao lado mas sem soltar uma a outra. Todo o esforço foi recompensado quando te vi florescer, mesmo que por dias você tenha camuflado tanta magoa atrás de ironia e intolerância perante tantas pessoas.
Nossa amizade não é perfeita, está bem longe disso, mas não é hipócrita de maneira nenhuma, porque quando duas pessoas que já apanharam tanto por terem acreditado em mentiras se juntam o excesso de sinceridade é capaz até de atrapalhar tanto carinho. Por vezes mantive minha frieza a frente quando você necessitava de colo porque julguei que uns bons conselhos fariam você abrir os olhos com mais rapidez e só depois disso te ofereci afago nos cabelos, perdão por as vezes esquecer que por trás desse escudo que você criou existe uma menina indefesa que me procura por querer um abraço e não uma bronca, eu também tenho minhas proteções e deixo o sentimentalismo pra depois, para não fraquejar você entende né?
A fase que estamos passando não é as das mais fáceis, superamos superficialmente os motivos pelos quais muitas vezes escrevemos textos aqui regados a lagrimas mas em contra partida criamos proteções e maneiras de encarar determinadas situações que não são tão boas quanto imaginávamos que seria. Deixamos que nossos escudos afetassem a coisa mais preciosa que construirmos juntas, nossa amizade.
 Apesar dos tempos difíceis eu espero que você tenha sempre certeza de que minha cumplicidade, minha sinceridade e irmandade para com você continuara a mesma de anos atrás quando nos encontramos e tivemos a certeza de que seriamos amigas mesmo tendo muito mais pontos opostos que equivalentes.
Parabéns minha amiga, não só pelo seu aniversário mas por todas as conquistas que venho acompanhando, por aprender com seus erros e aprender aos poucos olhar mais pra si e deixar de lado amores que não fazem bem, sua caminhada se iniciou linda não deixe que essa beleza se perca, muito sucesso em todos os setores da vida, maturidade para aprender com os erros que ainda viram e menos escudos para aqueles que te querem bem, menos proteção porque apanhar de vez em quando não faz mau para ninguém. Independente da situação eu estarei aqui, mesmo quando você achar que estou indiferente. Eu te amo muito Vanessa Ribeiro e amizades como a nossa são para sempre.

1 ano !


Desde o primeiro post que por coincidência também vem assinado por mim cuido do blog como quem protege alguma coisa rara, talvez pra muita gente ele não seja nada além de mais uma pagina nesse vasto mundo internetico. mas para mim ele vai além. O Um minuto de atenção foi criado em um dos momentos mais difíceis emocionalmente falando da minha vida e acredito que da Vanessa também.
Criado com a intensão de ser uma válvula de escape, nós sabíamos que com nossos escritos tornando-se públicos poderiam nos acarretar diversos problemas pessoais, como de fato já aconteceu algumas vezes apesar da nossa questão em manter os nomes sempre ocultos e deixar os textos cada dia mais impessoais, não adianta vez ou outra a carapuça serve para alguém e quem por trás de tantos sentimentos conturbados escuta as lamurias e reclamações dos inspiradores de tantos textos bons, somos nós. Mas em contra partida, foi por meio do blog que conhecemos historias iguais ou piores que as que nos despertaram o dom das palavras, foi o blog também que possibilitou por tantas vezes nos alegrarmos por ver historias bonitas ou com finais teoricamente felizes para sempre. E isso não tem preço, soa clichê porque maioria das pessoas que entregam suas historias a esses pequenos espaços pessoais mas ao mesmo tempo públicos diz sempre a mesma coisa, eu confesso que também achava muito forçado mas depois que provei disso tudo acredito.
Por vezes publiquei textos dos quais tinha certeza que deveria manter em segredo, para preservar pessoas envolvidas, momentos que não podem ser expostos e até mesmo a minha privacidade para que ninguém se sentisse no direito de interferir em atitudes que tomo tendo consciencial de que vão contra minhas verdades, mas apos publicar e ver que naquele mesmo instante outro coração bate querendo expulsar os mesmos sentimentos e encontra em minhas palavras maneiras de colocar para fora tudo o que incomoda, compensam toda a critica ou descaso que vou enfrentar por meio do inspirador ou até mesmo da minha consciência por ter exposto o que é tão meu.
E para comemorar o primeiro ano de muitos que esperamos de coração que se repitam, damos por encerrada a enquete que ficou em aberto por um pouco mais de um mês e está oficialmente criado o Minuto do leitor, dessa vez quem ira compartilhar escritos com a gente serão vocês, fiquem a vontade para enviar tanto historias reais como fictícias, anonimamente ou não o importante é ter cada vez mais próximo quem nos acompanha.  É só enviar para esse e-mail ou entrar na aba ' contato ' na parte superior da pagina seu texto acompanhado de seu nome, endereço de e-mail e redes sociais para que outras pessoas te encontrem ( caso queria se identificar claro, se não diga que prefere manter o anonimato ou até mesmo usar nomes fictícios ). Contamos com vocês.
Obrigada por este ano lindo.

14 de jun de 2011

S.O.S.


Vou confessar, passo grande parte do tempo camuflando tudo!
Camuflei todas as vírgulas, pontos finais, reticências ou parênteses que minha vida ousou ter.
Basicamente camuflei tudo que havia de ruim. Pra que? Eu poderia me virar sozinha, sem ninguém saber. Sorriso estampado no rosto era o importante.
Eu até que dei conta de tudo, de quase tudo, varria para debaixo do tapete e ai me arrastava junto com as decepções.
Sinto a necessidade constante de sorrir, de me divertir à qualquer hora ou em qualquer lugar.
Pode parecer bom mas não é. Ser feliz 24hrs não dá.
Meus amigos sempre me procuram para boas prozas e risadas, mas a maioria termina com a frase ''O que eu devo fazer?''. De tanto passar a imagem de mulher independente, forte, responsável e de sempre encarar os problemas com a resposta numa mão e a ironia na outra, acabaram acreditando.
Pois é, ironia, para todos àqueles que ouviram alguns dos meus problemas sabem que eles vêem recheados de ironia e/ou uma piada para finalizar. Pra que levar tudo tão à sério não é?
Aguentei o imaginário, desperdicei a mim mesma.
Eis que finalmente o buraco enxeu, as lágrimas forçaram a cair.
Ouvi a seguinte frase depois de tanto me lamentar: ''O mundo tem o direito de não lhe ver bem, você tem o direito de estar triste por uns dias, tem o direito de sofrer, ninguém vai ou tem o direto de lhe julgar''.
Tapas na cara fiquei agradecida, era a maior verdade.
Tenho sim, o direito de chorar, de me arrepender, de sofrer, tenho o direito de sentir ódio, de pedir perdão, tenho o direito de expôr sentimentos e tenho o direito de revidar quando alguém tentar feri-los, poxa eu sou humana.
É, eu sei de tudo isso, basta-me começar a colocar em prática a lição.
Peço agora ajuda. Já não é sem tempo, eu acho.
Minha vida pede passagem para poder fugir.
Seria mais fácil se eu não tivesse coração...

6 de jun de 2011

E agora doutor?



Agora meus pais deram pra dizer que preciso de acompanhamento psicológico. Ok, seria normal se eu soubesse que raios querem descobrir.
Doutor, talvez eu seja um pouco bipolar, o senhor consegue diagnosticar ou precisarei de um psiquiatra ? Vivo em uma tpm eterna com picos de alegrias sem explicações. Um dos meus maiores problemas porem, deve-se a super proteção na qual fui criada. Sempre fui super-protegida e quando digo isso não é nem de longe exagero, nunca dormi fora de casa, chegar da balada no outro dia então, jamais, viajar com as amigas e/ou namorados era coisa de outro planeta. As desculpas eram sempre as mesmas: Você é nova demais, tudo tem sua hora, é muito perigoso, você é uma menina de familia, você ainda não é independente. Com tantos cuidados assim, quando é que eu aprenderia a me virar sozinha ? Agora aos vinte anos meus pais me acham anormal, o que eles esquecem é que grande parte dos meus medos foram eles quem me deram e impediram que minha maturidade chegasse junto aos anos que completo.
Minha maturidade intelectual não, essa já me acompanha evoluída desde que resolvi vir ao mundo aos oito meses, sou precoce e todos meus professores sempre elogiaram minha facilidade em comunicação e aprendizagem, seria ótimo se eu soubesse como aplicar isso de maneira produtiva. Nunca consigo terminar nada do que começo e isso irrita até a mim, curso pela metade, indecisão sobre uma carreira profissional, milhares de textos pela inacabados e muitas, muitas reticências nessa minha vida.
Será que existe alguma sindrome da preguiça ? Se existe a  minha deve ser cronica. Preguiça de pessoas, lugares, afazeres, relacionamentos. Ai, que preguiça de mim doutor.
Eu não acho que preciso do senhor se quer saber sei todos os meus conflitos, apenas não gosto de expô-los, acho desnecessário já que a mudança disso tudo deve partir de mim. Aos poucos doutor eu chego lá, não gosto de correr grandes riscos por medo do tombo ser grande, coisas incertas me assustam um pouco, garantias era tudo o que eu precisava. Mas se eu tiver um ombro amigo para acolher minhas lágrimas depois das decepções já me dou por satisfeita.
Eu até falaria doutor, da carência excessiva que minha mãe carrega e da carga que as vezes sinto pesar nas costas por querer fazer coisas sem ela, sem que isso pareça egoísmo e sem ouvir indiretamente o quanto ela ficará triste em casa sem mim e o quanto ela preferia que eu estivesse em casa. Talvez por isso eu esteja mesmo sempre em casa.
E agora a problemática da historia toda sou eu? A culpa das coisas comigo serem como são, é minha doutor? Eu sempre fui tão normal, na infância gostava de brincar - mas ficar na rua era coisa de menina largada e pais que não sabem cuidar de seus filhos - , no inicio da adolescência e na adolescência de fato, eu queria conhecer as festas que todos meus amigos iam e voltar quando estivesse amanhecendo - mas ainda não era hora pra essas coisas - e agora no inicio da fase adulta eu tenho que trabalhar, ser independente e me virar sozinha? Ah doutor, acho que preciso mesmo frequentar as sessões de terapia.
Diga a minha mãe para que não se preocupe, que é só questão de tempo para que eu encontre meu caminho e comece a trilhar de maneira brilhante e inteligente, porque sei da capacidade que carrego e que com o apoio dela estarei sempre em pé, ela só precisa me deixar errar que é pra aprender sozinha, diz pra ela doutor que toda tempestade passará e todas as preocupações dela se encerraram. Te vejo semana que vem.




Nasci em um domingo de primavera ás 21:00 do dia 29 de Setembro de 1991. 1 mês antes do previsto e regida pelo signo de libra.Apaixonada por livros, séries, músicas, flosofia e tecnologia. Espírita Kardecista. Blogueira por amor e futura webmaster por formação. Nasci na selva de pedra mas meu lar é onde os pés encontram o mar e o sol tocar a pele. ♥ (+)