25 de mar de 2011

Não foi coincidência encontrar contigo ♪



Eu nunca fui o tipo de garota séria, muito menos a mais animada.
Confesso que sempre gostei de estar envolvida numa bagunça, a bagunça organizada.
Gosto do diferenciado, nada normal me convém. Mas nada extrapolado me chama a atenção, simples e objetiva até que vai, mas engraçada e respeitável é bem mais elegante.
Não me julgo errada por chegar tarde, sendo que as horas voaram com boas e construtivas prosas, então, que voem mesmo.
Pertencia ao meu lar, ao meu berço familiar, um tanto quanto aos meus amigos também,... Baladas aqui, brincadeiras ali, jeito menina, um tanto quanto levada, minha adolescência fez-se valer.
Eu me pertencia.
Até que, como em todas as histórias, aparece o príncipe.
Me roubou dos braços de todos. Me tirou do berço e me guardou no seu mundo.
Corpo e alma me entreguei. Sumi para todos, me escondi com você.
Me colocou no seu berço. Nos pertencíamos.
Cantávamos e dançávamos todos os dias. Era a nossa bagunça, só nossa, só nós.
Nos cuidávamos. O presente já era perfeito, quanto mais o futuro aos nossos olhos.
Não sei quando, onde ou como, mas falimos sentimentalmente. Erroneamente nos individualizamos. Não era para acontecer com nós.
Tanto tempo e eu ainda tenho tantas palavras a lhe dizer e milhões de sentimentos a transbordar.
Hoje eu lhe escrevo mais uma carta, que talvez responda suas perguntas constantes...

‘’Eu sei, eu sei que sente, sentimos muito. Não deu, acabou. Um pena, concordo com você. Foi sim meu anjo, bom enquanto durou.
Não, eu não lhe esqueci, eu recomecei, mas não esqueci. É, não quero papo. Não quero mais. Eu sei, sei que se importa, sei que choras, sei que ainda diz meu nome na noite, sei que ainda sonha e relembra, sei que a saudade que sente transborda. Soube a partir do momento em que recomecei, você não gosta deste recomeço, não tão individual.
Você sabe que não, agora não dá. Chega dessa história mal contada, desse conto de fadas nebuloso.
Sim, eu sei o que eu significo. Eu sei o que eu não quis. Eu sei do que eu abri mão. E acredite, no começo eu me arrependi, pensei não estar preparada para tanta distância, tanta dor, foi minha decisão. E você não acatou. Quando acatou doeu, doeu muito mais, eu confesso. Mostrou sua felicidade, falsa felicidade. Lágrimas caíram como se eu apanhasse, apanhasse de mim mesma. Pararam de cair quando você continuou presente.
Eu fiquei feliz com a notícia de que você não aguentou viver com essa mentira, que já não dava mais, e que eu já estava agüentando demais. Me contive, firme na decisão, e nós sabemos por que.
Nossos olhares se encontraram por ai, tão distantes, mas se encontraram e causaram transtornos, transtornos aos nossos sentimentos, às nossas novas vidas. Confesso que fugi, corri do seu olhar. É eu confesso, que naquela noite eu mal dormi, assim como você também.
Me dói tanto lhe ser indiferente, queria tanto lhe dizer palavras bonitas, dividir novidades, lhe contar sobre meu novo emprego, minhas novas amizades e até sobre todos que tentaram ser como você: especiais. Queria tanto lhe demonstrar o quanto isso me fez amadurecer. O quanto a tua ausência me ensinou a andar sozinha.
Mas continuo aqui, firme, buscando forças para não me render. Então, sim, pode desistir. Não, eu não lhe quero mais, eu realmente recomecei, eu ainda não sei como,.. Voltei pro berço, pro meu lar. Sim, eu aguardo em Deus, eu acredito que sim, que ainda tenhamos algo por ai.

Com muito carinho,...’’

14 de mar de 2011

Feito pedra.

" Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura " Será? Quando a pedra em questão sou eu, não levo muita fé de que o ditado se concretize.
Orgulhosa ao extremo as vezes deixo de colocar para fora todo o sentimentalismo que um dia aqui existiu. Em pequena reflexão procurei aqui dentro a menina que enfrentava qualquer muralha quado estava apaixonada. Onde foi parar aquela menina doce que dizia " Bom dia " à seu amado todos as manhãs ? Malditos cafajestes que sem dó assassinaram mais uma daquelas que acreditava incondicionalmente no amor.
Dias e dias de questionamento e nada, não encontrei a esquina em que perdi a doçura, não sei em que buraco enfiei a ousadia de dar a cara a tapa.
Bate - gritei - mas bate forte que é pra ver se pelo menos chorar eu ainda consigo, pra ver se sou capaz de revidar ou se até minha coragem foi roubada. Já passou tanto tempo desde a ultima vez em que me vi entorpecida de amor que já nem lembro mais a sensação do coração batendo forte feito escola de samba, mãos suando e borboletas no estomago.
Eu gritei e quase implorei pra não perder o único que me fez sentir verdadeiramente todos esses sentimentos, mas ele foi embora e levou pedaços de mim que até hoje não foram capaz de se refazer.E ai, petrificou.
Pobre desses que tentam tirar de mim um sorriso sincero e despertar uma paixão descontrolada aqui dentro, em vão. Presentinhos, surpresas ao fim do dia, um jantar aqui, uma bebedeira ali, promessas aqui e os meses passando e nada daquela loucura de amar voltar. Nada disso me surpreende.
Mas depois de tanta sujeira, tanta mentira, traição e o que é pior, desrespeito prefiro não acreditar em promessas que já ouvi outrora. Eu te amo para sempre e nós vamos nos casar só fazem sentido pra quem prefere fechar os olhos e fingir que embaixo do tapete a relação continua limpinha tanto quanto aparenta.
Essa frieza toda não me agrada, eu quis desesperadamente encontrar um outro alguém,mas desisti. Deixei nas mãos da vida encaminhar o rumo desse coração que por tantas vezes se sentiu esmagado.
Hoje, me basto. E pra falar bem a verdade me sinto orgulhosa de pela primeira vez na vida poder dizer que não preciso de homem nenhum ao meu lado pra sentir que minha felicidade é completa. Perder uma historia, um amor e os planos que eu fazia questão de inclui-lo me fez amadurecer e entender que me amar antes de amar outra pessoa é muito mais necessário.

Nasci em um domingo de primavera ás 21:00 do dia 29 de Setembro de 1991. 1 mês antes do previsto e regida pelo signo de libra.Apaixonada por livros, séries, músicas, flosofia e tecnologia. Espírita Kardecista. Blogueira por amor e futura webmaster por formação. Nasci na selva de pedra mas meu lar é onde os pés encontram o mar e o sol tocar a pele. ♥ (+)