14 de jul de 2010

Chuva bate na janela ♪

Gotas d'água pela janela escorrem, lavando a alma do desconhecido que pela minha calçada corre, procurando abrigo contra aquela água límpida que lava a alma.
Aqui, do lado de dentro onde tudo está aquecido e seco desejo por alguns segundos ser aquele rapaz com os cabelos e roupas molhadas pela água gelada que do céu cai, uma maneira de lavar todas as feridas que hoje anestesiadas nem ao menos esforçam-se para doer, girar e sorrir para aquele céu cinzento que apesar de não ser o meu preferido é o que me possibilita refletir do quanto a vida vale a pena.
O vento frio que movimenta as folhas das árvores a minha frente, sopra insistentemente um delicioso convite para dançar junto a ele, levitar como as flores que caem do galho ao chão.Eu que por tanto tempo segurei-me firmemente aos galhos que me estruturavam hoje solto dedo por dedo para cair e sentir o quão firme é o chão abaixo dos meus pés.
Enquanto as gotas caem, o tempo que antes transmitia a sensação de inercia, acelera ajudando cada ferida criar pequenas 'casquinhas', mas por que é mesmo que elas precisam se curar? Ah,sim ia logo me esquecendo, faz parte da vida.
Fim do ciclo, fim das águas que caiam do céu. Céu azul, sol aconchegante, um arco-iris e tudo o que se deseja é que aquilo prolongue-se.
Considerando que cada gota que ali caia fosse uma lágrima, secaram-se todas.O que doía ontem hoje já não se sente, o que sentia-se há dez minutos atrás já fora esquecido.
Engraçado,mas o danado do tempo tem mesmo esse poder de cura, agora quero daqui há dez segundos não sei.E não importa o quão seja grande o esforço as coisas terminam ao seu tempo, abrir-se para as oportunidades que surgem pela estrada faz parte de todo o aprendizado, um tombo aqui, outro ali e o próximo não será tão doloroso acostuma-se com a sensação, torna-se conhecida.
Mas minha ansiedade é como uma mancha de nascença que vou ser obrigada a carregar pelo resto da vida, gostaria de inventar um botão ' delete ' para o coração e algumas lembranças que apesar de não doloridas, ainda assombram pensamentos e sonhos. Contrario os meus instintos, viro a mesa.. Entrego tudo ao tempo, desejo profundamente paz e alegria para o coração. E deixo claro, ADEUS dias de chuva, suma nuvem negra. Já não te quero mais.

4 comentários:

  1. Oi queridas! Enfim, os dias de chuva por aqui andam cessando também - mas a umidade, continua. Precisamos todas de sol, carinho e música boa, pra curar essas vontades interrompidas!
    Um beeijo

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  2. Eita. Hoje eu tava precisando desse sol. Dessa trégua. Adoro os detalhes que você pega, que você narra. Parece que transmite para nós exatamente o que está sentindo.

    Beijos

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  3. fala sério, é simplismente uma escritora viu.. escreve MUIIITO *-*
    amei o texto

    amo você <3

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  4. Thamires, que texto bonito! Parabéns pela maneira fluida e rica de escrever!
    =D
    Muito obrigada pela visita ao meu blog e pelo seu comentário. sinta-se sempre convidada a visitá-lo.
    Seguindo tbm, blog lindo!!
    Beijos!

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Quem nunca altera a sua opinião é como a água parada e começa a criar répteis no espírito.
( William Blake)


Movimente a sua, faça-nos refletir e reflita sobre o que leva como verdade absoluta.


Nasci em um domingo de primavera ás 21:00 do dia 29 de Setembro de 1991. 1 mês antes do previsto e regida pelo signo de libra.Apaixonada por livros, séries, músicas, flosofia e tecnologia. Espírita Kardecista. Blogueira por amor e futura webmaster por formação. Nasci na selva de pedra mas meu lar é onde os pés encontram o mar e o sol tocar a pele. ♥ (+)